De acordo com a pesquisa realizada pelo Mary Christie Institute (MCI), uma organização de referência dedicada à saúde emocional e comportamental de jovens adultos. ‘’A maioria (51%) dos jovens profissionais relata ter precisado de ajuda para problemas de saúde mental ou emocional no último ano. Quase metade (45%) acredita que seu ambiente de trabalho teve um impacto negativo em sua saúde mental. Mais da metade (53%) sofre de burnout pelo menos uma vez por semana, definido como exaustão física e emocional relacionada ao trabalho. Mulheres e pessoas com dificuldades financeiras relataram pior saúde mental em geral.’’ (Mary Christie Institute, et al. 2023)
A maior parte dos jovens profissionais entende que as empresas deviam investir mais em apoio a saúde mental. Muitas vezes a saúde mental é deixada de lado dentro de grandes empresas. A síndrome de burnout no início de carreira pode acontecer muito por ser um ponto de transição importante na vida dos jovens. Muitos que estão no estágio inicial de suas carreiras e começam a sentir estresse e ansiedade em relação ao trabalho. ‘’A Síndrome de Burnout é um fenômeno crescente na saúde ocupacional, especialmente entre os docentes universitários, definido como um estado de exaustão física, emocional e mental causado pelo estresse crônico no trabalho.’’ (Oliveira. Alexsandro. et al. 2024)
Existem alguns monitoramentos importantes que as empresas podem fazer para acompanhar a saúde mental de seus colaboradores. Essas iniciativas podem ser avaliações regulares com questionários e escalas para detectar sinais de burnout por exemplo. Uma outra intervenção muito importante é incluir programas de treinamento em habilidades de autorregularão emocional, workshops sobre gerenciamento do estresse e implementação de políticas institucionais que promovam o equilíbrio entre trabalho e vida pessoal. Porém o que realmente conta é a presença real e próxima de um líder, de um ser humano que consegue capturar sinais de estresse e com uma atitude de comunicação aberta, reconhecer o esforço dos colaboradores e demostrar empatia. Nada como uma boa conversa, uma oferta de ajuda, e escuta ativa e com interesse para compreender a necessidade do outro. Ter tempo de qualidade para ofertar aos outros é o que mais falta hoje em dia.
É possível concluir que o burnout está cada vez menos virando um tabu. O início da carreira deveria ser o momento de aprender, errar e crescer não adoecer. O burnout se torna cada vez mais presente por uma falta de espaço para diálogo, apoio e aprendizado. Mentoria, coaching e programas de desenvolvimento emocional não são benefícios, são ferramentas estratégicas de retenção e demonstram maturidade organizacional. Cuidar de quem está começando é investir no futuro de quem um dia vai liderar.
Referências:
Oliveira, Alexsandro. et al. 2024. SÍNDROME DE BURNOUT: UM OLHAR PARA O ESGOTAMENTO PROFISSIONAL DO DOCENTE UNIVERSITÁRIO. https://revistatopicos.com.br/artigos/sindrome-de-burnout-um-olhar-para-o-esgotamento-profissional-do-docente-universitario
Villa, Giulia. EARLY CAREER BURNOUT – PART 1 INDIVIDUAL FACTORS. https://theskillcollective.com/blog/early-career-burnout-personal?utm_source=chatgpt.com#_ftnref1
Mary Christie Institute, et al. 2023 NEW RESEARCH SHOWS SIGNIFICANT MENTAL HEALTH ISSUES AMONG YOUNG PROFESSIONALS https://marychristieinstitute.org/announcements/1-12-23-new-research-shows-significant-mental-health-issues-among-young-professionals/?utm_source=chatgpt.com

